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Ultimamente para mim, tem
sido um ato de coragem assistir tv. Nos Cidades Alertas ou CNNs
da vida o assunto é um só: a violência gerada
pelos seres humanos. Aí me pergunto como chegamos a isso?
Muitas são as respostas.
No Rio por exemplo o poder paralelo do narcotráfico,
nasceu da negligência do poder público e da falta
de bom senso da burguesia. No Iraque, é uma mistura de
interesses corporativos, faxina militar e estupidez de ditador.
Já em São Paulo além da herança
de administrações incompetentes e corruptas, e
a super população, temos os (anti)profissionais
de ônibus que transformam a vida dos usuários num
inferno com suas greves e atrasos. Em suma de ponta à
ponta no mundo o ser humano é maior responsável
pela miséria humana. Mas será que tudo está
perdido?
Felizmente ainda há
muitas pessoas com boa vontade trabalhando pela melhora do mundo
em que vivemos. Gestos como distribuir comida para os sem tetos,
ensinar artes as pessoas que vivem nas periferias das grandes
cidades ou simplesmente não jogar lixo nas ruas, melhora
muito a qualidade de vida nas metrópolis; vou citar um
exemplo de São Paulo, minha cidade natal:
Das cinco da tarde às
oito da noite as linhas de metrô se tranformam num formigueiro
humano. No meio da pressa destas pessoas pode-se notar o cansaço
e a aungustia de se viver numa cidade grande, violenta e suja.
Com o objetivo de melhorar a viagem, durante o embarque de passageiros,
a empresa fabricante de produtos de higiene pessoal Vinólia,
lança projeto "Música nas Quatro Estações".
Em parceria com o Compania de Metrô, a empresa monta réplicas
de vilas européias (que são intinerantes) com
um quarteto de cordas formado por três violinos e um violoncelo.
Os músicos executam as composições de Vivaldi
(As quatros estações) e também classicos
da MPB como Tom Jobim, Vinícios de Morais ou Gal Costa.
O número de pessoas que param para ouvir e prestigiar
os músicos é pequeno se comparado a quantidade
de pessoas que usam o meio de transporte. Mas a beleza das melodias
tocadas não passa despercebida e alivia a tensão.
A iniciativa deu tão bons resultado que em breve irá
para as cidades de Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro.
Parábéns ao
grupo Vinólia que antes de mais nada é administrado
por seres humanos. E por falar em boas iniciativas, o canal
Globo News têm um programa fabuloso apresentado pelo jornalista
Celso Freitas, o Via Brasil. Este programa mostra as boas idéias
colocadas em prática e que melhora a vida de muitas pessoas
de norte a sul do país. Esta é uma prova de que
jornalismo também pode e deve dar boas notícias.
PEACE, LOVE AND HAPPYNESS
!
Celina Chrispin
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ESPELHO REAL
ESPELHO, ESPELHO SEU
Todos
os lares brasileiros de classe média e alta tem em comum
uma personagem: a empregada. Consideradas por todos como a fiel
escudeira do reino doméstico, essa profissionais tem a
responsabilidade de instaurar e manter o equílibrio doméstico
entre os que habitam esses lares que vai de pais e filhos, passando
por avós ou outros parentes agregados e chegando nos amados
bichinhos de estimação. A empregada cuida de todos
com habilidade e dedicação mas na real, nem tudo
é como nos filmes, histórias ou novelas que ouvimos,
lemos e assistimos.
PORQUE
TENHO EMPREGADA X PORQUE SOU EMPREGADA
"Porque venho de uma família de posses e empregados
sempre foi comum. Todas as minhas empregadas ficaram comigo muitos
anos, depois que casei passei a ter duas e uma delas a Lucinda,
está comigo até hoje. Não gosto de serviços
de casa mas gosto de tudo limpo e arrumado. Fui criada assim e
ter empregada, é ter status". Maria Cecília
" Vim trabalhar como doméstica porque precisava estudar
e ter um lugar para morar. Não podia estudar e pagar aluguel
ao mesmo tempo, então optei pelo trabalho doméstico.
Cheguei em São Paulo com dezoito anos, fui trabalhar coma
babá de duas crianças e fiquei por três anos
e meio. Tinha um relacionamento difícil com a patroa porque
ela era muito estressada. Sempre fui calma, mas falo o que penso.
Terminei a 8o. série e mudei de emprego, que é o
que estou hoje. Cuido de uma senhora e faço todo o serviço
da casa, já faz dois anos". Angelina
"Por causa das três jornadas de trabalho que tenho
fora de casa. Sou diretora de creche, atendo casos de pscologia
cliníca num consultório particular e atuo no Centro
de Convivência É de Lei, com trabalhos voltados para
a prevenção de DSTs/AIDS e na Redução
de Danos por uso de drogas. Por esses motivos não teria
a menor condição de chegar em casa à meia-noite
e ainda lavar, passar cozinhar e limpar. Esse "luxo"faz
falta no orçamento e deixo de fazer coisas como ir ao teatro
ou cinema, mas prefiro abrir mão de algumas coisas e ter
minha casa limpa e organizada". Naime
CONTRATOS
E OSSOS DO OFÍCIO
"Normalmente é por indicação. A primeira
que eu tive foi a Rosa que era parente de uma parente da mulher
do meu irmão, era da 'família'. Conversamos e contratei
porque necessitava e bateu aquela coisa do afeto, ela ficou com
a gente dois anos. A prioridade era as crianças e pedia
para limpar a casa quando desse. Já teve a Lucimara e hoje
tem a Regina e digo a mesma coisa. As vezes acontece de quebrar
alguma coisa, quebra mesmo porque usa. Não fico brava e
nem desconto do sálario porque tem dias em que a gente
não está bem e eu mesma, as vezes quebro três
pratos num dia; só peço para me avisarem o que aconteceu
e tomar cuidado com as coisas". Jacqueline
"Foi muito difícil os primeiros anos e hoje ainda
é. Tabalhei em quatro casa e a melhor a patroa, teve que
voltar pra Curitiba. Depois que ela foi embora só trabalhei
em casas ruins.Tinha uma que colocava comida no meu prato e tinha
que aguentar calada o netinho dela me bater. Outra que me pagava
só R$ 100,00 porque eu morava na casa dela, e eu ia morar
onde? Esse que trabalho agora é para o casal e a mãe
dele. Os dois aprtamentos são muito grandes e fico cansada
demais. Trabalho cada dia em uma 'casas'e ganho R$350,00 pelas
duas patroas". Elvira
INTIMIDADE
E CONFIANÇA
"Não queria que ela soubesse da minha vida e tudo
o que acontecia eu guardava para mim pra não correr o risco
das pessoas distorcerem os fatos. Mas ela contava coisas pra mim
como se eu tivesse ali para escutar. Eles não gostavam
que a gente conversasse com o porteiro por acharem que a gente
fazia fofoca ou tramava alguma coisa contra eles, como assalto
por exemplo. Por esses motivos não falo da minha vida pessoal".
Angelina
"É muito dificil falar em confiança principalmente
entre patroa e empregada. Tenho que dizer que não é
facil administrar uma estranha dentro de sua casa mexendo em suas
coisa como por exemplo roupas intímas e jóias. Eu
só fico mais tranquila com a Lucinda porque a conheço
desde pequena e pode-se dizer que ela é quase da família.
Sei que ela não vai me roubar e sair por aí fazendo
fofocas. Já tive empregadas que comentavam com outras do
condomínio todo o quem se passava aqui em casa. E não
foram só as minhas não. Acredito que nós
os patrões sempre sofremos essa invasão. É
realmente uma questão delicada". Maria Cecília
EU
A VEJO....
"Já passei por muitos sofrimentos como empregada.
Hoje não me sinto mal tratada. As vezes acho que sou explorada
e escravizada mas também não da pra mudar. Sempre
falam que eu sou quase da família mas eu não acredito.
As patroas falam isso principalmente quando a gente pede as contas
com medo de ficar sem empregada. Mas sei que não sou da
família, porque se eu fosse, sentaria na mesa com eles
ou entraria pela porta da frente, da sala. Quando falam isso deixo
entrar por um ouvido e sair pelo outro". Elvira
EMPREGADAS
NA NOVELA, EMPREGADA NO COMERCIAL
"Horrível.
Empregada nunca é branca. Você já viu a Tônia
Carrero fazer papel de doméstica? Essa empregada do Clone,
já fez algum papel de patroa? Não lembro de ter
visto uma negra patroa e uma branca empregada, essa é uma
imagem forte. A televisão mostra uma realidade realidade
"diferente". O protótipo de patrões e
empregadas na tevê e na real é o Branco/Negro".
Naime
"É engraçado que não tem mesmo nem negros
ou gente nordestina que faz esse tipo de comercial, Veja, Brastemp,
de danone. Só faz comercial de tele sena. Como se a gente
só comprasse tele-senas. Parece que pensam que a gente
não sabe fazer outra coisa". Elvira
NOS
BASTIDORES
"Acho
que em algumas partes o trabalho doméstico é importante
no Brasil. Como a gente vive num país onde muitas pessoas
não tem educação e essa é uma opção
de trabalho. A doméstica também contribui porque
consome e isso ajuda na economia, mas não é vista
pela sociedade com importância. As pessoas também
discrimina a empregada porque acha que é fácil cuidar
da casa e dos filhos deles, não dão valor ao trabalho
braçal e sim ao que exige inteligência". Angelina
EDITORIAL
"Acho
que a domésticas tem que se organizar. Reivindicar sua
valorização, seus direitos por que é um trabalho
muito duro e necessário. Pessoalmente acho que profissionais
de todas as áreas devam lutar por seus direitos e serem
respeitados como seres humanos". Naime
Angelina-
24 Anos- Solteira- Sem filhos- Itabúna- Bahia- Doméstica
há seis anos
Elvira-
23 Anos- Solteira- Sem filhos- Feira de Santana- Bahia- Doméstica
há dez anos
Jacqueline-
37 Anos- diretora de Creche- Casada- Três filhos- São
Paulo- SP
Maria
Cecília- 57 Anos- dona de casa- Casada- Dois filhos- São
Paulo- SP
Naime-
34 Anos- Psicóloga Social e Diretora de Creche - Casada-
Sem filhos- SP
Celina Chrispin
Frases
ditas por elas:
&q
\n';
document.write(barra);
}
}
changePage();
uot;Aqui posso pegar o que quiser na geladeira,
só iorgutes da dona Marisa que não".

"Doméstica é um nome feio não é?"

"Minhas empregadas sempre foram honestas dessas que se
acha um centavo devolvem".

"Pra mim a cultura do brasileiro é de tratar a
empregada como capacho, eu não ajo assim e elas ficam
confusas".

"Me dou super bem com elas. Digo o que quero que façam,
como limpar a prataria ou atender o telefone e fica tudo bem".

"Trabalho mal feito mando fazer de novo".

"Meu relacinamento com a Lurdes é muito bom, embora
eu tenha dificuldade de dar ordens".

"É um trabalho fundamental além de ser
muito pesado".

"A Naomi Campbell jamais aceitará fazer um comercial
de doméstica".

"Quero fazer faculdde de publicidade ou pscologia".
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MÚSICA
CONTRA A VIOLÊNCIA
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Quando
resolvi screver para o público, foi para esta escrevendo
as nuances do comportamento humano. Nesse artigo escreverei
sobre duas delas a influência da música sobre o
homem e sua atração pela violência.
Uma trilha sonora no cotidiano nos anima a viver na esperança
de um mundo melhor e mais solidário para tudo e todos
( incluindo a natureza).
É verdade que, o mundo sempre esteve em guerras e foi
desigual; mas hoje com os avanços da tecnologia e a globalização,
têm-se uma maior sensação de urgência
e o perigo se torna mais real. Depois de 11 de Setembro nos
EUA, massacres no Timor Leste, as chacinas no Brasil, agora
temos o eminente risco da 3o guerra mundial com o possível
ataque dos EUA ao Iraque -com direito a bomba biológica
e tudo. Isso mostra o quanto a intolerância pode ser fatal.
Então o que fazer? Deixe a música entrar.
Sem ser clichê, a música tem o poder de unir e
transformar as pessoas. Com essa afirmação cito
uma música que no momento vem tentando fazer essa transformação.
Remixado o velho hit What's Going On ( do já falecido)
Marvin Gaye, põe pra dançar e pra pensar. A All
Star Tribute reuniu um time de "stars"como Bono Vox,
Alicia keys, os garotos do N'Sync e Back Street Boys, J-Lo,
Gwen Stefani, Jermaine Dupre, Aaron Lewis, P.Daddy, Christina
Aguillera, Britney Spears, Nona Gaye e Destiny's Child. Ufa!!!
No clipe, os músicos aparencem vendados com metros de
fitas com palavras como racismo, guerra, fome, morte sinalizando
como nós humanos podemos estar cegos de cólera
e incompreensão. Mas também há palavras
como amor, justiça, respeito reafirmando que, se tivermos
boa vontande um número maior de "irmãos"
poderá viver melhor e nós também. Esta
iniciativa foi para arrecadar fundos para crianças que
vivem na condição de soro positivas (com HIV),
na África, mas em tempos de pré-guerra ela vem
bem a calhar. Isto te toca?
A mim além de tocar, faz com que eu aja de forma mais
harmoniosa e tolerante comigo mesmo (se sou legal comigo, sou
com o mundo) não preciso de muito esforço para
me tornar melhor. São pequenos gestos como sorrir, reciclar
meu lixo, respeitar as diferença e claro, ouvir muita
música. Somos sim responsáveis, pelo nosso meio
ambiente e cada ato nosso influência no andamento do planeta.
Não quero ser chata repetindo o que muitos já
disseram. Mas se insisto é porque ainda existe pessoas
que usam dos eu poder pessoal seja ele financeiro, educativo,
social, etc, para diceminar o o desprezo e o racismo. A internet
abriu uma grande janela para esse tipo de prática porque
dá a vantagem do anonimato. Há sites cujo o conteúdo
incita atos violentos por exemplo a negros, judeus, homossexuais,
nordestinos e a tudo que esses "da raça ariana pura"
chamam de minoria. O que motiva essas pessoas a agirem dessa
forma?
Quem se considera "branco puro" é ingênuo
ou não conhece a história da humanidade. Existe
uma recente descoberta científica que comprova o início
da vida humana na África, ou seja, de alguma forma todos
somo (ou fomos) negros. Ainda na questão étnica
e voltada para nosso país, foi no nordeste que o começou
o Brasil (literalmente) com o trabalho escravo de negros e idígenas
que proviam a nova nação com delícias culinárias
e culturais.
E quanto ao gostar de pessoas do mesmo sexo não é
nenhuma doença ou agressão a sociedade. Se conseguirmos
ver um pouco mais longe veremos que é uma outra possibilidade
de relacionamentos felizes e um método natural e indolor
de planejamento familiar.
Pense nisso e Peace, Love and Happness!!!
Celina Chrispin
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FOSSIL
LEVA PHILLIPE STARCK NO BRAÇO
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Mais
do que ossada pré-histórica, Fossil também
é sinônimo de diversidade e bom gosto em roupas
e acessórios para quem quer conforto e singularidade
no dia a dia.
E que Phillipe Starck é um dos mais criativos e descolados
designers não é novidade. Qual a novidade?
É que o designer frânces e a marca americana
se uniram para alimentar ainda mais o desejo de ser exclusivo
lançando a cobiçadissíma linha de relógios
Fossil by Phillipe Starck.
Modernos e chiques,
os relógios tem a marca inconfundível do designer
que se |
preocupa
com a beleza e a praticidade em suas criações. Com
uma variedade de cores que vão do preto, passando pelos
tons metálicos e indo até as cores mais vibrantes
como rosa e verde limão. Com pulseira de borracha ajustável,
dial de cristal, tem dois tipos de alarme, cronômetro e
visor luminoso. Embora haja definição de feminino
e masculino, os relógios são unissex.
E
para você também levar um Phillipe Starck no braço,
não precisa entrar numas dessas sutuosas joalherias e desembolsar
milhares de dólares. É só ir a um dos simpáticos
quiosques da Fossil espalhados pelo mundo onde o preços
dos relógios vão de 95 a 145 doláres.
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Celina
Chrispin
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